Belém apresenta alta de desemprego durante 1º trimestre de 2020

A capital paraense possui cerca de 100 mil pessoas desempregadas no 1º trimestre de 2020, é o que aponta pesquisa do Dieese-Pa. O estudo faz parte do acordo de cooperação técnica firmado entre a Secretaria Municipal de Economia de Belém e o Dieese.

Os dados revelam alta de 18,6% de pessoas desocupadas em Belém no primeiro trimestre do ano, cerca de 16 mil pessoas a mais em relação ao último trimestre do ano passado .

 

Ainda segundo o estudo, Belém é segunda capital do norte com maior número de desempregados com um total de 102 mil pessoas, seguida por Macapá (43 mil pessoas); Porto Velho (34 mil pessoas); Rio Branco (27 mil pessoas); Boa Vista (32 mil pessoas) e Palmas (15 mil pessoas). Manaus lidera a lista com 216 mil pessoas.

 

O estado do Pará, também apresentou aumento no número de desempregados entre os meses de janeiro e março de 2020, com avanço de 16% em relação ao último trimestre do ano anterior.

 

Mercado informal cresce na capital paraense

Com a queda de empregos formais em Belém, vários setores econômicos foram atingidos, com destaque para serviço, comércio e construção. Com isso, ocorre uma conjuntura totalmente desfavorável que está levando a paralisação quase que total das atividades econômicas, uma parcela significativa dos trabalhadores que perderam emprego, estão buscando outras formas de ocupação e acesso a renda, com isso o trabalho por conta própria tornou-se a única saída.

Segundo o Dieese, Belém apresenta 36,5% de trabalhadores ocupados por conta própria no primeiro trimestre de 2020.

 

A maioria dos setores econômicos estão em situação financeira difícil. Em Belém, estima-se que nos shoppings 190 lojas efetivaram destratos de aluguel, com 30 a 40% estabelecimentos de rua não retornem às atividades.

 

Para o economista e diretor da Associação Comercial do Pará, Clóvis Carneiro, “temos uma longa e dura travessia. Quanto a previsão de volta à normalidade, gosto de raciocinar com a estimativa do Banco Mundial, que prevê queda de 5,1% do PIB brasileiro em 2020 e recuperação de 3,2% em 2021. Ora, se cairemos 5,1 e recuperamos 3,2, ficam faltando 1,9% a serem recuperados em 2022”, afirmou o presidente da ACP.

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