Fluxo de viajantes no aeroporto de Macapá cai 18% em abril e acumula 3º mês seguido de queda

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segunda onda da Covid-19 e os decretos do governo impondo medidas mais restritivas, como a limitação de atividades econômicas e sociais, impactaram na demanda do transporte aéreo no Amapá nos 4 primeiros meses de 2020. Dados de abril registraram queda pelo 3º mês seguido nos embarques e desembarques no Aeroporto de Macapá.

O quarto mês do ano fechou com 20.465 passageiros chegando ou saindo do estado, queda de 18% em relação à março. É o menor fluxo desde junho de 2020, de acordo com dados estatísticos da Agência Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Em janeiro, o estado chegou a registrar números de antes da pandemia, porém a partir de fevereiro o quantitativo de embarques e desembarques caiu. Mesmo assim, em março e abril, os dados foram superiores ao mesmos meses em 2020.

A queda do fluxo de passageiros no aeroporto da capital, o único que recebe voos comerciais no estado, aconteceu em meio ao aumento na média de casos e internações pela Covid-19. A partir de maio, os números reduziram e devem refletir em maior procura.

O setor aéreo foi um dos que mais sofreu diante da necessidade de distanciamento social para evitar a propagação do coronavírus.

As viagens interestaduais por via fluvial foram proibidas durante o lockdown, mas o trânsito aéreo não foi afetado.

No entanto, as determinações reforçaram a fiscalização e implementação de ações de controle sanitário no desembarque de passageiros. Uma das medidas aplicadas foi o teste de antígeno pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS).

O exame é mais eficaz que tradicional e ajuda a identificar com mais precisão a infecção. Apenas em março, foram 4,1 mil passageiros foram testados. Os números de abril não foram informados.

 

Queda na economia

 

A redução na demanda de voos no início da 2021 manteve outros setores com queda na arrecadação, principalmente os voltados para o turismo e que dependem diretamente do fluxo de visitantes.

Dados do Observatório do Turismo no Amapá (OBTur) referentes ao 1º trimestre, mostram que as empresas que trabalham com o setor aéreo perderam 52% de arrecadação. Empreendimentos de hotelaria (76%) e gastronomia (39%) também acumulam prejuízos em 2021.

Fonte: G1 AP