Preços ao Produtor registram alta recorde de 36,81% em 12 meses, diz IBGE

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O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 1,31% no mês de junho, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta 4ª feira (28). Em maio, os preços tinham subido 0,99%, após alta de 2,19% em abril.

O dado de junho marcou dois recordes para os resultados acumulados no ano e em 12 meses. De janeiro a junho, a alta acumulada foi de 19,11%, a maior já registrada na série histórica, iniciada em 2014. Já o resultado em 12 meses, de julho de 2020 a junho de 2021, chegou a 36,81%, também o maior da série histórica da pesquisa. Até maio, o acumulado em 12 meses era de 35,85%.

De acordo com o levantamento, 18 das 24 atividades acompanhadas pelo IPP tiveram alta de preços em junho, ante 17 em maio. As maiores influências para a evolução do IPP em junho vieram de indústrias extrativas, com avanço de 8,71% e impacto de 0,60 ponto percentual, e de outros produtos químicos, com variação de 2,16% e contribuição de 0,19 ponto percentual.

Além dessas atividades, as maiores altas foram registradas em produtos de metal (2,80%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,60%) e minerais não-metálicos (2,50%).

Ao mesmo tempo, os preços dos alimentos caíram 0,05%. Foi o primeiro resultado negativo desde dezembro do ano passado, quando houve queda de 1,05%. Ainda assim, os preços dos alimentos acumulam alta de 8,60% no ano até junho. Já no acumulado em 12 meses, a variação até junho ficou em 31,08%, maior que a do mês anterior (30,18%).

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. 

Fonte: SBT News